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CMYK, RGB e Pantone: porque é que as cores mudam na impressão

O azul que vê no ecrã nem sempre é o azul que sai no papel. Entenda os sistemas de cor RGB, CMYK e Pantone e como garantir cores fiéis na impressão.

Equipa KMA Printing3 min de leitura
Escala de cores impressa usada para escolher tons

"No computador estava mais vivo." Esta frase resume uma das frustrações mais comuns em impressão. A explicação não é um defeito da gráfica nem do ecrã: é física. Ecrãs e papel produzem cor de formas diferentes, e perceber essa diferença é o primeiro passo para obter cores fiéis.

RGB: a cor feita de luz

Ecrãs, telemóveis e projectores criam cor emitindo luz vermelha (Red), verde (Green) e azul (Blue). Somando as três no máximo obtém-se branco. Este modelo — chamado aditivo — consegue mostrar cores muito saturadas e luminosas, como verdes fluorescentes e azuis eléctricos.

CMYK: a cor feita de tinta

O papel não emite luz; reflecte-a. Na impressão, a cor obtém-se sobrepondo tintas ciano (Cyan), magenta, amarelo (Yellow) e preto (Key), que absorvem parte da luz. É o modelo subtractivo. O conjunto de cores que o CMYK consegue reproduzir — a chamada gama — é mais pequeno do que o do RGB. Algumas cores do ecrã simplesmente não existem em tinta de quadricromia.

Quando um ficheiro em RGB é convertido para CMYK, essas cores "fora de gama" são aproximadas à mais próxima possível. É aí que surge a sensação de cor mais apagada.

Pantone: a cor exacta

O sistema Pantone é uma biblioteca de cores padronizadas, cada uma com um código único (por exemplo, um determinado rosa ou azul corporativo). Em vez de misturar quatro tintas, a gráfica usa uma tinta já preparada naquela cor. O resultado é mais consistente e permite tons que o CMYK não alcança — incluindo cores metálicas e fluorescentes.

É a escolha natural para logótipos e identidades de marca, onde a cor tem de ser igual em todos os materiais: no cartão de visita, na embalagem e na viatura.

Porque é que a mesma cor varia de material para material

  • O papel: um papel revestido (couché) mantém a tinta à superfície e dá cores mais vivas; um papel não revestido absorve mais tinta e as cores ficam mais suaves.
  • O suporte: tecido, vinil, cartão e papel reagem de forma diferente à mesma cor.
  • A tecnologia: offset, digital, serigrafia e impressão em grande formato usam tintas diferentes.
  • A luz: a mesma peça parece diferente sob luz natural, fluorescente ou LED.

Como garantir cores fiéis

  1. Prepare os ficheiros em CMYK desde o início, ou peça à gráfica para fazer a conversão com o perfil adequado ao papel.
  2. Defina as cores de marca em Pantone e indique os códigos no pedido.
  3. Não confie apenas no ecrã: os monitores raramente estão calibrados e cada um mostra as cores à sua maneira.
  4. Peça uma prova de cor antes da tiragem. É a única forma segura de aprovar a cor final no suporte real.
Dica KMA

Se tem um manual de identidade visual, envie-o junto com o pedido. As referências de cor (Pantone, CMYK e RGB) que lá constam ajudam-nos a reproduzir a sua marca com rigor em todos os suportes.

Em resumo

RGB é para ecrãs, CMYK é para impressão e Pantone é para cores que não podem falhar. Com ficheiros bem preparados e uma prova de cor aprovada, a cor que imagina é a cor que recebe.

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